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jan 13
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(Nesse post não há spoilers, apenas a sinopse do filme, a minha opinião e alguns comentários.)
Eu ainda lembro quando era criança e tinham aqueles livros 3D, com várias imagens repetidas. Você tinha que ficar olhando fixo por um tempão até que acontecesse alguma coisa. Para a minha frustração, eu nunca consegui ver nada naquilo.
Depois, quando meu pai comprou o 386, veio um software chamado Dinosaur 3D, junto com um óculos daqueles vermelho e azul. Eu e meus 6 anos (ou 5, realmente não lembro) não aguentaram tamanha novidade. Aquele dinossauro andando na minha direção era real demais e eu simplesmente me desviei. Me assustei como o público que foi na primeira exibição dos irmãos Lumière, “A chegada do trem“.
Pois bem, quinta-feira passada fui ver Avatar no IMAX 3D.
O filme se passa em um planeta chamado Pandora, em outra galáxia. Nesse planeta, a natureza vive em plena harmonia, e a raça que pode ser comparada aos seres humanos se chama Na’vi. Os seres humanos chegam ao planeta com um objetivo: extrair a matéria-prima valiosíssima presente no planeta. O objetivo do personagem principal, Jake Sully, é se infiltrar nessa espécie ao controlar um desses seres.
Bem, logo nos trailers já aparece uma série de imagens em 3D. É tudo simplesmente perfeito. Eu sentei na última fileira do cinema, mas era como se eu estivesse vendo o filme na minha frente. A tela e a tecnologia envolvem você de uma forma inexplicável. Os efeitos especiais utilizados em Avatar, além do uso de cores tão vivas, surpreendem qualquer espectador. O filme também aproveitou a tecnologia 3D de maneira formidável, com elementos do cenário que parecem estar ao seu lado e criam profundidade e objetos que voam na tela, em sua direção (foram poucos).
Se for analisar e comparar com outros lançamentos, a história do filme em si parece não ser tão original assim. Mas é importante deixar de lado algumas analogias e tentar simplesmente entrar no universo do filme, que é fantástico. Aliás, há uma atmosfera futurista que talvez alguns não percebam. E a crítica à sociedade também é bastante forte. O fato é que James Cameron sabia o que estava fazendo – e deixou as pessoas impressionadas.
Aliás, impressionadas até demais.
Há alguns dias atrás eu li uma reportagem na CNN sobre o filme (link) e encontrei algo que me chamou muita atenção: segundo a matéria, em uma comunidade do filme há um tópico chamado “Modos de lidar com a depressão do sonho de Pandora ser intangível”.
Ou seja, as pessoas assistem o filme e ficam tão imersas, que querem viver naquele mundo. Havia mais de 1000 respostas de pessoas tentando lidar com problemas que vão de depressão até pensamentos suicidas. Por quê? Bem, aparentemente o planeta Terra perdeu a graça após verem o filme. O mundo parecia mais “cinza”, perto daquela maravilhosa ficção.
É, James Cameron conseguiu. De fato até eu saí com uma pontinha (uma pontona) de esperança de viver em um mundo tão legal quando Pandora.
Vale a pena mesmo ver esse filme (no IMAX, se possível). Com certeza eu vou ver de novo.


